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Golpes de compra no fim do ano: falsa taxa dos Correios, loja falsa no Instagram, boleto falso e falsa central

Publicado em · 6 min de leitura

Os golpes de compra no fim do ano se repetem: falsa taxa dos Correios por SMS, loja ou perfil falso no Instagram e no WhatsApp, boleto falso, falso entregador com a maquininha adulterada, falsa central do banco e link de promoção falsa. A regra que vale para quase todos: não pague por link recebido em mensagem. A Receita Federal, os Correios e as lojas nunca enviam link de pagamento por SMS (Receita Federal), e os bancos nunca pedem senha por telefone.

Segundo a Febraban, a falsa venda foi o golpe mais relatado aos bancos no 1º semestre de 2025, com 174 mil casos, alta de 314%, e a falsa central veio em segundo, com 139 mil (Febraban).

Golpe da taxa dos Correios: "sua encomenda está retida"

Como funciona: chega um SMS, WhatsApp ou e-mail dizendo que a sua encomenda está retida e que você precisa pagar uma taxa ou um imposto para liberar, com um link, um Pix ou um boleto.

Como reconhecer (Receita Federal):

  • A Receita, os Correios e as lojas nunca mandam link de pagamento por SMS.
  • A Receita nunca liga nem manda mensagem para cobrar (golpes mais comuns).
  • Desconfie mesmo que a mensagem traga o seu nome, CPF e endereço certos.
  • Quem comprou numa loja do Remessa Conforme já pagou o imposto na compra.
  • Imposto de encomenda não é "negativado" no SPC ou no Serasa: ameaça de nome sujo é sinal de golpe.

Como conferir de verdade: entre no site www.correios.com.br ou no app dos Correios, faça login com usuário e senha e abra Minhas Importações. O boleto ou o Pix do imposto só são gerados ali. Não procure "Minhas Importações" no Google: há anúncios patrocinados falsos que imitam a página (Receita Federal). Os impostos de verdade estão em taxa das compras internacionais.

Loja falsa e perfil falso no Instagram ou no WhatsApp

Como funciona: o golpista cria um site ou um perfil que imita uma loja conhecida, ou uma loja que não existe, com preços muito baixos e anúncios pagos. Você paga e o produto nunca chega. Às vezes a loja ainda manda um rastreio falso e depois cobra uma "taxa de reenvio" ou "taxa de liberação", que não existem (Receita Federal).

Como reconhecer:

  • Preço muito abaixo do que as outras lojas cobram e pressão para fechar a compra logo.
  • Endereço do site diferente do da loja verdadeira, com uma letra trocada ou um final diferente (Procon-SP).
  • Perfil recém-criado, sem selo de verificação, com poucos seguidores ou sem comentários de quem comprou (orientação da Febraban).
  • Sem CNPJ, endereço e telefone no site. A loja virtual é obrigada a mostrar esses dados (Decreto 7.962/2013, artigo 2º).

Antes de comprar: confira a lista Evite esses sites do Procon-SP e digite o endereço da loja no navegador em vez de clicar no anúncio.

Boleto falso ou adulterado

Como funciona: o golpista manda um boleto parecido com o da loja, ou altera o código de barras, e o dinheiro vai para outra conta.

Como reconhecer: na hora de pagar, o app do banco mostra o nome de quem vai receber. Se não for a loja onde você comprou, não pague (orientação da Febraban).

E se já pagou? Avise o banco na hora e registre boletim de ocorrência. A responsabilidade do banco depende do caso: o STJ mandou o banco indenizar quando o golpe do boleto usou dados vazados do próprio banco (STJ, 2023). Em outras situações, a resposta pode ser diferente: guarde o comprovante e procure orientação.

Falso entregador e maquininha adulterada

Como funciona: alguém liga dizendo que trocou o entregador do seu pedido de comida, ou chega com um "brinde" (flores, cosméticos), e cobra uma pequena taxa de entrega no cartão. A maquininha tem o visor quebrado ou escondido, e o valor digitado é muito maior: os R$ 4,90 viram R$ 4.900 (Polícia Civil do Paraná).

Como se proteger:

  • Aplicativos de entrega não fazem cobranças extras na porta. Pague pelo app (Polícia Civil do Paraná).
  • Não aceite pagar em maquininha com o visor quebrado. Confira o valor na tela antes de digitar a senha e peça o comprovante.
  • Segure o seu cartão e confira se o cartão devolvido é o seu.
  • Desconfie de "brinde" que exige pagamento.

Falsa central do banco e golpe do motoboy

Como funciona: alguém liga dizendo ser do banco, às vezes com o número do banco aparecendo na tela, avisa de uma compra suspeita e pede a senha, o token, uma transferência para uma "conta segura" ou que você entregue o cartão a um motoboy.

O que os bancos nunca fazem (Febraban): ligar pedindo senha, token ou dados; pedir transferência para resolver problema na conta; pedir para instalar aplicativo; mandar motoboy buscar o cartão. A Polícia Civil de Rondônia reforça: a senha nunca é pedida, e o banco jamais manda motoboy (PC-RO). Se for inutilizar um cartão, quebre o chip.

O que fazer: desligue e ligue você para o número que está no verso do cartão.

Como funciona: chega por WhatsApp, SMS, e-mail ou anúncio uma oferta imperdível da loja famosa, com um link para um site clonado que rouba os dados do cartão ou cobra por Pix. Outra versão pede que você preencha um formulário com dados pessoais para "ganhar" o cupom.

Como se proteger: não clique: digite o endereço da loja ou use o app oficial. Confira o endereço letra por letra. Nunca preencha formulário com dados pessoais para ter acesso a promoção. No Pix, confira o nome e o CNPJ de quem vai receber antes de confirmar: o Procon-SP alerta para lojas virtuais com o QR Code trocado (Procon-SP, 16/09/2026).

Caí no golpe. O que fazer?

  1. Avise o banco imediatamente: bloqueie o cartão ou a conta e conteste a transação. No cartão, a lei garante a contestação: veja como contestar compra no cartão. No Pix, peça a devolução pelo MED: veja caí no golpe do Pix.
  2. Registre um boletim de ocorrência, de preferência na delegacia online do seu estado, com valor, data, prints e o número de quem aplicou o golpe (Ministério da Justiça).
  3. Guarde tudo: mensagens, prints do perfil ou do site, comprovantes.
  4. Avise a loja ou a plataforma verdadeira cujo nome foi usado, e denuncie o perfil falso na própria rede social.

Se a loja era real, mas não entregou, o caminho é outro: veja comprei e não chegou.

Perguntas frequentes

Recebi um SMS dos Correios dizendo que minha encomenda está retida. É golpe?

Se a mensagem traz link para pagar, é golpe: a Receita Federal, os Correios e as lojas nunca enviam link de pagamento por SMS. Confira em Minhas Importações, entrando pelo site ou pelo app dos Correios com usuário e senha.

A mensagem tinha meu nome, CPF e endereço certos. Pode ser verdadeira?

Não é garantia. A Receita Federal orienta a desconfiar mesmo quando todos os dados estão corretos, porque os golpistas conseguem essas informações.

O banco ligou pedindo para confirmar minha senha. É do banco mesmo?

Não. Os bancos nunca ligam pedindo senha, token ou dados e nunca pedem transferência para resolver problema na conta (Febraban). Desligue e ligue você para o número do verso do cartão.

Paguei um boleto falso. O banco devolve?

Depende do caso. O STJ já mandou o banco responder quando o golpe usou dados vazados do próprio banco. Avise o banco na hora e registre boletim de ocorrência.

Imposto de encomenda não pago pode sujar meu nome?

Não. A Receita Federal informa que os impostos de encomenda não são 'negativados' no SPC ou no Serasa. Ameaça desse tipo é sinal de golpe.

Fontes

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